Empresa de TI sediada na capital mineira fabrica software para atender o segmento de logística
Os negócios da S&A Sistemas e Automação, instalada na região Centro-Sul de Belo Horizonte, estão sendo impulsionados pela expansão da atividade industrial no país. A empresa, especializada na produção de softwares de logística, apresentou um crescimento 50% no primeiro trimestre de 2008 na comparação com o mesmo período do ano passado.
A logística é um assunto em pauta no Brasil. Com o aquecimento econômico, a atividade industrial está em franca expansão. Com isso, a necessidade de agilizar o processologístico está levando as empresas a investirem em tecnologia, conforme o diretor de Projetos da S&A, Ricardo Moreira Leite.
Os softwares produzidos pela empresa mineira atendem aos centros de distribuição,
setores de importação e exportação e transporte das corporações. A S&A está em processo de consolidação da linha Saga, voltada para a gestão logística, com sistemas inteligentes e com alto grau de interatividade com os usuários.
“Sempre estamos trabalhandona inovação dos produtos”, disse. De acordo com ele, os aportes são necessários em função da concorrência com os softwares americanos e europeus. Para 2008, o diretor estima que o crescimento será entre 25% e 30% frente aos resultados do ano passado. Se o incremento for confirmado, ficará acima da média anual da S&A, que é de 20%.
Os clientes estão espalhados por diversos setores da economia. Um dos destaques são as transportadoras de carga, devido à necessidade de agilizar o escoamento da produção. Além disso, entre os responsáveis por alavancar os negócios da S&A está a indústria alimentícia.
Para ilustrar a expansão do setor alimentício no país, no ano passado o segmento movimentou R$ 230,6 bilhões em 2007. Uma alta de 10,6% na comparação com o exercício anterior, quando o faturamento somou R$208,4 bilhões.
A S&A comercializa os softwares em todo o Brasil. De acordo com o diretor de Projetos, a empresa já estuda a possibilidade de negóciar os sistemas fora do país. “Os programas já estão preparados para receber a interface em outras línguas”, explicou. Segundo ele, os atuais clientes da empresa, entre eles algumas multinacionais, podem levar a idéia para outras filiais ou até mesmo para as matrizes.
Mão-de-obra — A escassez de mão-de-obra, que preocupa o setor de Tecnologia da Informação (TI) no país, por um momento chegou a afetar a empresa. “Passamos por um período de dificuldade para encontrar profissionais capacitados, mas a nossa inovação tecnológica acabou por atrair pessoal”, afirmou. Atualmente, a empresa gera 55 postos de trabalho.
Os encargos trabalhistas, conforme Leite, estão entre os principais entraves do setor. “Os custos com os funcionários estão onerando a produção das empresas”, disse.
O setor de TI no Brasil está em franca expansão. Em apenas um ano o país subiu cinco posições na lista dos países que apresentam a maior atratividade para desenvolver serviços em terceirização global de software e serviços correlatos.
De acordo com o ranking organizado pela consultoria internacional A.T.Kearney, em 2006 o país ocupava a décima posição e passou para o quinto lugar no ano passado.
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